Os pais procuravam trazer as crianças até Jesus. Os discípulos, porém, consideraram seu dever proteger o mestre da preocupação com aquelas ingênuas criaturas. Queriam impedi-las de chegar até ele.
Agir assim não era estranho para época. Era o procedimento padrão. As crianças eram encaradas como um estorvo, sua presença ali não passava de um incômodo. Não tinha sentido alguém tão assediado quanto o Senhor, “perder tempo” com quem, no seu julgamento, nada aproveitaria.
Sei que sua sentença “Deixai vir a mim os pequeninos”, tornou-se quase um provérbio. Mas o que me toca é ler que “Jesus tomou-as nos braços”, pegou-as no colo, embalou-as, por certo. Isto mostrou que suas palavras não eram mera retórica, uma forma de parecer tolerante, de se desincumbir da tarefa. Era realmente a forma como ele via as crianças.
Mahatma Ghandi foi um homem que apesar de não dizer-se cristão, tinha em Cristo seu maior ideal. Conta-se que em certa ocasião estava a discutir com os demais membros do partido questões políticas, quando apareceu uma criança trazendo um cordeiro todo sujo. Na mesma hora ele parou a discussão e junto com a criança foi ao rio lavar o cordeiro, para espanto dos seus correligionários. Um ato simples, mas tão profundo, que mereceu uma cena no filme de Ghandi.
George Weruer, fundador da Missão Operação Mobilização lembra nos seus dias de novo convertido, quando o evangelista Billy Graham entrou no prédio onde ele estava a apertou a mão de cada um dos presente. Ele sabia a vida atarefada daquele homem. O gesto dele de parar e cumprimentar deixou-o espantado, embora ele não tenha dito sequer uma palavra. É impossível saber qual o rumo tomado por aquelas crianças. Creio porém que elas jamais esqueceram aquele afago. Elas cresceram junto como o cristianismo em sua região e além. Anos depois ainda se recordariam do dia em que aquele homem as pegara no colo e as abençoara. Um gesto inesquecível. Fala Jesus em teu silêncio!
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