Os pais procuravam trazer as crianças até Jesus. Os discípulos, porém, consideraram seu dever proteger o mestre da preocupação com aquelas ingênuas criaturas. Queriam impedi-las de chegar até ele.
Agir assim não era estranho para época. Era o procedimento padrão. As crianças eram encaradas como um estorvo, sua presença ali não passava de um incômodo. Não tinha sentido alguém tão assediado quanto o Senhor, “perder tempo” com quem, no seu julgamento, nada aproveitaria.
Sei que sua sentença “Deixai vir a mim os pequeninos”, tornou-se quase um provérbio. Mas o que me toca é ler que “Jesus tomou-as nos braços”, pegou-as no colo, embalou-as, por certo. Isto mostrou que suas palavras não eram mera retórica, uma forma de parecer tolerante, de se desincumbir da tarefa. Era realmente a forma como ele via as crianças.
Mahatma Ghandi foi um homem que apesar de não dizer-se cristão, tinha em Cristo seu maior ideal. Conta-se que em certa ocasião estava a discutir com os demais membros do partido questões políticas, quando apareceu uma criança trazendo um cordeiro todo sujo. Na mesma hora ele parou a discussão e junto com a criança foi ao rio lavar o cordeiro, para espanto dos seus correligionários. Um ato simples, mas tão profundo, que mereceu uma cena no filme de Ghandi.
George Weruer, fundador da Missão Operação Mobilização lembra nos seus dias de novo convertido, quando o evangelista Billy Graham entrou no prédio onde ele estava a apertou a mão de cada um dos presente. Ele sabia a vida atarefada daquele homem. O gesto dele de parar e cumprimentar deixou-o espantado, embora ele não tenha dito sequer uma palavra. É impossível saber qual o rumo tomado por aquelas crianças. Creio porém que elas jamais esqueceram aquele afago. Elas cresceram junto como o cristianismo em sua região e além. Anos depois ainda se recordariam do dia em que aquele homem as pegara no colo e as abençoara. Um gesto inesquecível. Fala Jesus em teu silêncio!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
COISAS QUE JESUS NÃO DISSE (2)
Por Eguinaldo Hélio de Souza
Em João 4 está dito que seus discípulos “admiraram-se que estivesse falando com uma samaritana”.
Não é novidade o papel inferior da mulher naquela época e naquela cultura. Era necessário o testemunho de duas mulheres para equivaler ao testemunho de um homem. Não tinham a mínima participação na vida pública e seu papel religioso era restrito. Um judeu agradecia a Deus todos os dias por não Ter nascido mulher !
Mas havia o outro fator. Os judeus não falavam com samaritanos. Estes últimos eram considerados piores do que os pagãos. Eram uns endemoniados, dignos da perdição. A aversão entra se torna patente quando estes recusaram dar abrigo a Jesus pois ele caminhava como quem ia para Jerusalém. E seus inimigos querendo desqualificá-lo, o acusaram de ser samaritano.
Jesus porém está sentado junto ao poço e conversa amigavelmente com a samaritana. Não ouviam o que ele estava falando. Isto não importava. O fato era escandaloso demais, anormal demais. Ia contra os preceitos da sociedade. Independente do teor da conversa, aquilo era revolucionário! Uma quebra voluntária dos preceitos e normas vigentes.
Difícil imaginar um Messias assim, que amasse ao pobre e ao oprimido, não do alto do seu trono, mas na borda de seu próprio poço. Que não buscava nenhuma audiência com Herodes ou Pilatos, mas se deleitava num colóquio simples com uma camponesa desprezada por seu sexo e por sua raça – para não falar de sua conduta.
Nunca um sentar e um conversar foram tão eloqüentes e poderosos na história. Mesmo que não tivéssemos acesso ao conteúdo tão glorioso daquela conversa o mero ato já seria um grito suficiente para nos tirar de nossa soberba e de nossa cegueira.
Talvez pensemos que este ato não nos mostra ou nos diz nada. Contudo, tenho certeza de que muitas pessoas com as quais Jesus sentaria e conversaria calmamente, nós não o faríamos. À medida que nos aproximamos de Jesus, também nos aproximamos de pessoas que de outro modo deixaríamos distantes. Fala Jesus em teu silêncio!
Em João 4 está dito que seus discípulos “admiraram-se que estivesse falando com uma samaritana”.
Não é novidade o papel inferior da mulher naquela época e naquela cultura. Era necessário o testemunho de duas mulheres para equivaler ao testemunho de um homem. Não tinham a mínima participação na vida pública e seu papel religioso era restrito. Um judeu agradecia a Deus todos os dias por não Ter nascido mulher !
Mas havia o outro fator. Os judeus não falavam com samaritanos. Estes últimos eram considerados piores do que os pagãos. Eram uns endemoniados, dignos da perdição. A aversão entra se torna patente quando estes recusaram dar abrigo a Jesus pois ele caminhava como quem ia para Jerusalém. E seus inimigos querendo desqualificá-lo, o acusaram de ser samaritano.
Jesus porém está sentado junto ao poço e conversa amigavelmente com a samaritana. Não ouviam o que ele estava falando. Isto não importava. O fato era escandaloso demais, anormal demais. Ia contra os preceitos da sociedade. Independente do teor da conversa, aquilo era revolucionário! Uma quebra voluntária dos preceitos e normas vigentes.
Difícil imaginar um Messias assim, que amasse ao pobre e ao oprimido, não do alto do seu trono, mas na borda de seu próprio poço. Que não buscava nenhuma audiência com Herodes ou Pilatos, mas se deleitava num colóquio simples com uma camponesa desprezada por seu sexo e por sua raça – para não falar de sua conduta.
Nunca um sentar e um conversar foram tão eloqüentes e poderosos na história. Mesmo que não tivéssemos acesso ao conteúdo tão glorioso daquela conversa o mero ato já seria um grito suficiente para nos tirar de nossa soberba e de nossa cegueira.
Talvez pensemos que este ato não nos mostra ou nos diz nada. Contudo, tenho certeza de que muitas pessoas com as quais Jesus sentaria e conversaria calmamente, nós não o faríamos. À medida que nos aproximamos de Jesus, também nos aproximamos de pessoas que de outro modo deixaríamos distantes. Fala Jesus em teu silêncio!
COISAS QUE JESUS NÃO DISSE (1)
Por Eguinaldo Hélio de Souza
Sei que tudo o que Jesus disse se reveste de uma importância ímpar. Sua Palavra jamais passará, mesmo que o céu e a terra passem.
Mas além das palavras, Jesus teve gestos poderosos, que chocaram seus contemporâneos e escandalizaram os líderes religiosos. Ocasiões nas quais, mesmo que ele não tivesse dito nada, haveria falado muito. Atos tão eloqüentes quanto suas palavras.
Jesus chegou perto do leproso “e o tocou” (Mt 8). Não se tocava em leprosos. Por questões higiênicas, por questões legais e religiosas (lei e religião em Israel estavam muito ligadas). Havia uma distância a ser guardada, a fim de se evitar qualquer tipo de contaminação. Mas Jesus, nesta ocasião, fez uma “contravenção”. Na verdade uma contravenção redentora. E por que não dizer um escândalo?
Também não havia necessidade de tocá-lo. Jesus curou os dez leprosos apenas dizendo que eles deveriam ir e mostrar-se ao sacerdote. E ao servo do centurião ele curou sem sequer estar perto . O mesmo com a filha da mulher siro-fenícia. É dito que ele curava os enfermos e oprimidos por espíritos malignos com sua palavra .
Mesmo assim ele tocou o leproso. Um homem que há muito tempo não sentia o calor de uma mão humana em sua pele. Jesus não precisava Ter tocado nele. Bastava dizer “Sê curado ! “ e pronto, ele estaria limpo e restaurado.
“Porque Senhor fizeste isto ? Não bastava apenas mostrar tua glória ? Não era suficiente revelar a todos teu poder para curar ? Só isto já bastava para te dar fama e renome. Querias também mostrar teu amor e tua compaixão ? ”
Muitos saíram dali dizendo “Ele curou o leproso”. Mas alguém viu mais do que isto. Alguém foi testemunha daquele ato e viu a profundidade dele, caso contrário estaria narrado apenas que ele curou o leproso. Esse todavia, apesar de maravilhado pelo poder curador, dizia algo mais “Ele tocou o leproso. Gente, ninguém toca em um leproso. Eles são repulsivos, são contaminados. Nenhum de nossos sacerdotes, homens santos, ousaram algum dia fazer tal coisa. Jamais poderei esquecer isto. Jesus de Nazaré, o profeta da Galiléia, tocou naquele leproso”.
Sua palavras foram poucas. “Quero. Sê curado”. Sua ação porém ficou marcada na mente daqueles discípulos para sempre. Não seria lembrado apenas como um Salvador que fala. Seria lembrado como um Salvador que toca.
O Dr. James Dobson narra a história de um casal cristão que possuia um filho excepcional. Certa vez foram a um consultório com ele. O deixaram na recepção e foram falar com o médico. Quando voltaram, havia um mendigo ao seu lado, maltrapilho, chorando. Assustados perguntaram àquele homem o que seu filho havia feito. Ele respondeu em soluços que há mais de 30 anos ninguém lhe dera um abraço, mas seu filho o fizera agora com tanto carinho. Um toque redentor, sem dúvida alguma!
Fala Jesus em teu silêncio!
Sei que tudo o que Jesus disse se reveste de uma importância ímpar. Sua Palavra jamais passará, mesmo que o céu e a terra passem.
Mas além das palavras, Jesus teve gestos poderosos, que chocaram seus contemporâneos e escandalizaram os líderes religiosos. Ocasiões nas quais, mesmo que ele não tivesse dito nada, haveria falado muito. Atos tão eloqüentes quanto suas palavras.
Jesus chegou perto do leproso “e o tocou” (Mt 8). Não se tocava em leprosos. Por questões higiênicas, por questões legais e religiosas (lei e religião em Israel estavam muito ligadas). Havia uma distância a ser guardada, a fim de se evitar qualquer tipo de contaminação. Mas Jesus, nesta ocasião, fez uma “contravenção”. Na verdade uma contravenção redentora. E por que não dizer um escândalo?
Também não havia necessidade de tocá-lo. Jesus curou os dez leprosos apenas dizendo que eles deveriam ir e mostrar-se ao sacerdote. E ao servo do centurião ele curou sem sequer estar perto . O mesmo com a filha da mulher siro-fenícia. É dito que ele curava os enfermos e oprimidos por espíritos malignos com sua palavra .
Mesmo assim ele tocou o leproso. Um homem que há muito tempo não sentia o calor de uma mão humana em sua pele. Jesus não precisava Ter tocado nele. Bastava dizer “Sê curado ! “ e pronto, ele estaria limpo e restaurado.
“Porque Senhor fizeste isto ? Não bastava apenas mostrar tua glória ? Não era suficiente revelar a todos teu poder para curar ? Só isto já bastava para te dar fama e renome. Querias também mostrar teu amor e tua compaixão ? ”
Muitos saíram dali dizendo “Ele curou o leproso”. Mas alguém viu mais do que isto. Alguém foi testemunha daquele ato e viu a profundidade dele, caso contrário estaria narrado apenas que ele curou o leproso. Esse todavia, apesar de maravilhado pelo poder curador, dizia algo mais “Ele tocou o leproso. Gente, ninguém toca em um leproso. Eles são repulsivos, são contaminados. Nenhum de nossos sacerdotes, homens santos, ousaram algum dia fazer tal coisa. Jamais poderei esquecer isto. Jesus de Nazaré, o profeta da Galiléia, tocou naquele leproso”.
Sua palavras foram poucas. “Quero. Sê curado”. Sua ação porém ficou marcada na mente daqueles discípulos para sempre. Não seria lembrado apenas como um Salvador que fala. Seria lembrado como um Salvador que toca.
O Dr. James Dobson narra a história de um casal cristão que possuia um filho excepcional. Certa vez foram a um consultório com ele. O deixaram na recepção e foram falar com o médico. Quando voltaram, havia um mendigo ao seu lado, maltrapilho, chorando. Assustados perguntaram àquele homem o que seu filho havia feito. Ele respondeu em soluços que há mais de 30 anos ninguém lhe dera um abraço, mas seu filho o fizera agora com tanto carinho. Um toque redentor, sem dúvida alguma!
Fala Jesus em teu silêncio!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Mais perto de quem me lê
Amados,
Escrever para mim é um imenso prazer e parte importante do meu ministério. Quase chego a dizer como Kafka: "Tudo o que não é literatura me aborrece". Fui agraciado por Deus com a publicação de 6 livros. Escrevi inúmeros artigos para a revista Defesa da Fé e agora estou escrevendo para a Saber & Fé. Escrevo constantemente para o meu site www.ultimascoisas.com.br. Espero encontrar tempo para publicar aqui também.
O que me alegra é que aqui terei meus leitores mais próximos. Poderei ter a opinião deles, algo precioso que nem sempre tive oportunidade. Que eu seja bênção para eles e eles bênção para mim também.
Deus abençoe suas vidas.
Escrever para mim é um imenso prazer e parte importante do meu ministério. Quase chego a dizer como Kafka: "Tudo o que não é literatura me aborrece". Fui agraciado por Deus com a publicação de 6 livros. Escrevi inúmeros artigos para a revista Defesa da Fé e agora estou escrevendo para a Saber & Fé. Escrevo constantemente para o meu site www.ultimascoisas.com.br. Espero encontrar tempo para publicar aqui também.
O que me alegra é que aqui terei meus leitores mais próximos. Poderei ter a opinião deles, algo precioso que nem sempre tive oportunidade. Que eu seja bênção para eles e eles bênção para mim também.
Deus abençoe suas vidas.
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